Cresce o Liberalismo, cresce a prostituição na ex-URSS

           Sob domínio do sub-mundo do crime, fruto do liberalismo,  países da antiga URSS se transformam em celeiro do tráfico de  prostitutas.
             A "moda" agora é a mulher eslava.
             E quando a "moda" da mulher brasileira realmente pegar?

A história é quase sempre a mesma: jovens russas de famílias empobrecidas, em geral do interior, são atraídas por anúncios de jornais que prometem trabalho no exterior como dançarina ou garçonete em troca de altos salários. Ao desembarcar no país estrangeiro, elas têm o passaporte confiscado por seus "protetores" e são "vendidas" aos donos de prostíbulos. O sistema é muito similar ao que leva mulheres brasileiras para uma vida de servidão em alguns países da Europa, mas num volume incomparavelmente maior. O tráfico de mulheres da Rússia, da Ucrânia e de outros países da antiga União Soviética atingiu dimensões de problema mundial. O bazar internacional de mulheres é antigo como a civilização - o que muda é a nacionalidade e o tipo físico que mais interessa aos homens. Isso varia ao sabor dos tempos. Recentemente, durante os anos 80, predominavam nos cabarés as prostitutas asiáticas, notadamente filipinas e tailandesas. Com a crise econômica no mundo eslavo, as asiáticas foram substituídas por uma geração de mulheres brancas, educadas e quase sempre muito atraentes. É difícil precisar quantas prostitutas da ex-União Soviética estão trabalhando na Europa Ocidental, mas há indicações de que o número é alto. Registros oficiais da Ucrânia mostram que 400.000 mulheres com idade até 30 anos deixaram o país na última década. Só Israel deportou 1.500 russas e ucranianas nos últimos três anos. Na Turquia, qualquer prostituta aloirada é chamada de "Natasha". A polícia italiana interrompeu em Milão, em dezembro, uma verdadeira liquidação de mulheres provenientes da ex-União Soviética. Exibidas seminuas, eram vendidas por até 1.000 dólares. Recentemente, a Global Survival Network, uma ONG empenhada em investigar o tráfico ilegal de animais selvagens, descobriu que um mesmo grupo especializado em vender ossos e peles de tigres para chineses e japoneses tinha estabelecido uma linha paralela de negócios para fornecer mulheres russas a boates orientais. Não é difícil entender por que o negócio da prostituição russa cresceu a ponto de se tornar multinacional. Daqueles que perderam o emprego desde a queda do comunismo, 80% são mulheres. Com o extermínio do emprego nas pequenas cidades e vilas do interior, muitas dessas mulheres estão saindo de casa para os grandes centros, largamente dominados pela máfia. Sem dinheiro, premidas pela necessidade e com conceitos morais bastante flexibilizados, várias delas recebem propostas tentadoras para comercializar o que lhes restou: o corpo. A polícia russa dá escassa atenção ao aumento da prostituição, mesmo quando envolve menores de idade. Essa situação levou a Rússia a debater a possibilidade de legalizar a prostituição, nos moldes dos tempos dos czares. Pelo menos um governador da região industrial no Volga já enviou projeto para o Legislativo votar nos próximos meses. Na nova Rússia, o crime organizado migrou do antigo mercado negro dos tempos do comunismo para setores da economia que não foram devidamente regulamentados. Sob a bênção de políticos e burocratas corruptos - mais de 2.500 funcionários estão sob investigação judicial -, cerca de 200 organizações criminosas controlam desde o comércio de pedras preciosas até a pescaria comercial. Nas maiores cidades, a máfia russa controla todos os tentáculos do mercado de entretenimento, incluindo as grandes agências de modelos. Numa outra versão da prostituição na Rússia, as manequins só conseguem bons contratos se dormirem com o mafioso certo. Em dezembro de 1996, a top model Svetlana Kotova, 20 anos - da famosa agência Red Stars, ligada à americana Elite -, viajou para a Grécia para se encontrar com o homem mais procurado do país, o assassino de aluguel Alexander Salonik. Só se soube dela novamente meses depois, quando a polícia encontrou os corpos do casal, esquartejados numa rixa de quadrilhas mafiosas russas.
Texto extraído de: http://www.integralismo.com/Nova/inova.shtml