Quem controla a economia brasileira?

As empresas estrangeiras dominam a maioria dos setores modernos da indústria brasileira, que são em geral os que apresentam lucratividade mais elevada e taxas de crescimento de produção mais significativas. E já invadiram diversos setores tradicionais.

Indústrias "modernas":

I.Sob controle externo:
1. Automobilística                    (99,8%)
2. Autopeças                          (63,7%)
3. Bebidas/Fumo                       (63,8%)
4. Eletroeletrônico                   (77,9%)
5. Farmacêutico                       (100,0%)
6. Higiene/Limpeza                    (75,4%)
7. Máquinas/Equipamentos              (59,4%)
8. Material de escritório             (84,4%)
9. Material de transporte             (74,1%)

II. Controle de empresas nacionais privadas:
1. Construção Pesada                  (81,8%)
2. Editorial/Gráfica                  (100,0%)
3. Metalúrgica                        (71,8%)
4. Minerais Não-Metálicos             (56,7%)
5. Papel e Celulose                   (79,2%)

III. Controle de empresas estatais:
1. Mineração                          (63,3%)
2. Química/Petroquímica               (76,1%)
3. Siderúrgica                        (62,8%)

Indústrias "tradicionais":
 

I. Sob controle externo:
1. Têxtil                             (70,6%)

II. Controle de empresas nacionais privadas:
1. Confecções                         (95,6%)
2. Madeira/Móveis                     (97,2%)

Outros setores:

I. Sob controle externo:
1. Comércio Atacadista                (50,1%)
2. Distrib. Petróleo                  (61,2%)

II. Controle de empresas nacionais privadas:
1. Agropecuária                       (95,3%)
2. Comércio Varejista                 (87,8%)
3. Publicidade                        (75,2%)
4. Rev. Veículos                      (96,1%)
5. Supermercados                      (91,5%)

III. Controle de empresas estatais:
1. Serv. Eletricidade                 (70,9%)
2. Serv. Transporte                   (50,3%)
 

NOTA: Adotou-se um critério arbitrário para classificação das indústrias em
"modernas" e "tradicionais".
FONTE: Revista Exame. "Melhores e Maiores". 1977.